Como funciona a importação de carros no Brasil: veja os principais cuidados e detalhes do processo

Todo entusiasta de carros tem curiosidade sobre como funciona a importação de carros. Como quase tudo no Brasil, é um processo lento e muito burocrático, e com muitos detalhes.

Desde o ano de 2011, quando o então Ministro da Fazenda Guido Mantega determinou o aumento de 30% em relação ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de veículos vindos de fora do país, os carros importados deixaram uma lacuna no mercado brasileiro.

Isso fazia parte de uma política chamada de Inovar-Auto que buscava promover o desenvolvimento da indústria nacional. Mas isso não se aplicava os veículos vindos de países do Mercosul ou México.

Para termos uma ideia sobre o quanto isso afetou o cenário. Um modelo 2.0 a gasolina que recolhia 25% de IPI passou a ter uma taxa de 55% de IPI!

Apesar de todo esse panorama negativo, o imposto está com seus dias contados. Logo abaixo você conhecerá os principais passos e pontos para a importação de um carro.

Autorização

É preciso que o interessado na importação seja habilitado no SISCOMEX, que faz parte da Receita Federal.

Esse órgão é responsável por analisar tudo o que envolve o processo para a importação: dados pessoais, documentos exigidos, imposto de renda e outros tributos, e etc.

Se tudo estiver em ordem, inclusive a renda ser compatível com o veículo de interesse, em um período que pode ser de até 30 dias, a pessoa receberá sua senha de acesso ao sistema de Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar).

Escolha O CARRO a ser importado

Antes de iniciar o processo, o importador já deve saber qual o modelo que deseja importar. Mas só isso não é o suficiente. Ele tem de saber qual é o carro exato que ele quer trazer.

Assim, na hora de fechar o acordo, os números de chassis e motor devem incluidos. Só assim é possível de iniciar a tramitação para o processo de importação.

Vale lembrar que a Licença de Importação é feita junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior.

O processo não acaba aí, a licença ainda deve passar por diversos órgãos. Entre eles, a Secretaria de Comércio Exterior, o IBAMA e o Departamento de Operações de Comércio Exterior.

Desembaraço Aduaneiro

Depois de todos esses processos, enfim o carro importado chegará ao Brasil (num prazo de até 100 dias). Posteriormente, é necessário que o comprador faça aquilo que chamamos de desembaraço aduaneiro.

Para isso, é preciso ir até a Receita Federal portando toda a documentação e formalizar uma Declaração de Importação.

Depois disso vem o pagamento dos impostos envolvidos (Imposto de Importação, ICMS, COFINS, PIS e IPI).

Finalizada essa fase, você já deverá então pegar os DARFs dos Impostos, a fatura comercial e a DI e ir para a alfândega retirar o carro.

E como se isso não bastasse, após a retirada do veículo, pagamento de impostos e apresentação de documentos, vem uma segunda etapa: a do processo de ‘formalização’ no mercado nacional. Ou seja, emplacamento do veículo, pagamento do IPVA, taxa de licenciamento e tudo aquilo que já estamos acostumados.

Conclusão

Com o fim do Inovar-Auto, anunciado recentemente pelo Governo Federal, é bem provável que esse mercado, que um dia já foi forte por aqui, volte ao patamar em que estava e continue a crescer, trazendo uma frota mais moderna de volta às estradas brasileiras.

Como esse processo é muito delicado, requer muitas etapas e formalidades nós recomendamos contratar uma empresa especializada. É claro que isso aumenta ainda mais o custo do veículo, que por causa dos impostos fica muito alto.

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