Entenda como funciona a desvalorização de veículos

Com certeza você já ouviu alguém falar que basta o carro sair da concessionária para começar sua desvalorização. De fato, assim que o veículo deixa de ser considerado um carro novo e passa a ser propriedade de alguém, ele sofre a depreciação inicial e começa a ser tratado como um carro usado. Mas engana-se quem pensa que este é o fator principal que rege a desvalorização de um automóvel. Existem outros fatores que também influenciar diretamente na avaliação de um usado e no preço da revenda.


Você verá abaixo uma rápida explicação sobre os fatores que influenciam naquilo que os especialistas chamam de “cálculo de depreciação veicular”. Confira!

1. Tempo de uso

Voltando à introdução, vamos falar sobre o primeiro fator de desvalorização que acomete o carro: a sua compra. Sim, basta o carro ganhar um dono para seu valor começar a cair. Durante os primeiros doze meses, o índice de depreciação gira entre 10% e 20%, sendo que a porcentagem depende de diversos fatores, mas, sem dúvida, o ano de fabricação e de seu modelo são os principais fatores no cálculo do preço de um carro.

Passado o primeiro ano, a depreciação fica mais “lenta”, porém, alguns carros continuam com uma desvalorização acentuada após os doze primeiros meses.

2. Estética

Outro ponto importante na avaliação de um carro, a condição estética do carro nunca vai deixar de ser um fator de peso para definição do preço de um carro usado. Um veículo com a mecânica em perfeito estado e com a carroceria cheia de marcas corre o risco de receber um preço pior do que o mesmo modelo com a lataria em dia e com a mecânica comprometida.

Aqui não há segredo: o motorista que pretende obter um bom valor com a venda de seu carro precisa cuidar do visual dele. Riscos, amassados e até marcas de funilaria podem rebaixar consideravelmente o valor do automóvel.

3. Mecânica

Assim como a estética, a mecânica de um carro é algo bastante importante para fechar o preço de um carro e calcular sua desvalorização. A grande questão é que muitos defeitos mecânicos podem ser mascarados na hora da avaliação.

4. Fatores para ficar de olho

Além desses três principais existem outros que você deve monitorar com atenção:

  • Popularidade da marca (marcas menos populares desvalorizam mais)
  • Popularidade do modelo no mercado (modelos em alta desvalorizam menos)
  • Carros que pertenceram à locadoras ou foram adquiridos em leilão possuem desvalorização mais acentuada
  • Carros mais baratos e populares sofrem desvalorização menor que carros mais caros ou de luxo
  • Carros blindados também possuem desvalorização mais acentuada que os demais

5. Os “micos” de 2017

Alguns carros são ótimas compras pelo que oferecem aos donos, porém, na hora de vender eles se revelam um enorme prejuízo devido à desvalorização. Veja abaixo quais foram os 5 carros que mais sofreram depreciação de valor no ano passado:

  1. Mitsubishi ASX (19,8%)
  2. Dodge Journey (18,5%)
  3. Audi Q5 (18,1%)
  4. Hyundai Azera (17,6%)
  5. Hyundai i30 (17,2%)

6. Dá para fugir da desvalorização?

Infelizmente, a resposta é não. Qualquer veículo que esteja rodando por aí está se desvalorizando conforme o tempo passa, porém, existem algumas formas de diminuir as perdas. A primeira é ficar de olho no mercado. Conforme apontado no tópico 4, a popularidade de um veículo afeta a sua desvalorização. Fique atento aos campeões de venda e às marcas mais vendidas.

Outras dicas são: optar por modelos mais populares e com revenda mais fácil ou então trocar a ideia do carro novo e partir para um usado. Como a depreciação é mais forte no primeiro ano do veículo, muita gente prefere comprar um usado e perder menos dinheiro do que comprar um carro novo e presenciar uma depreciação maior.

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